APA-Petrolina ganha reforço no trabalho de preparação dos atletas

26/08/2014 19:24

A Associação Petrolinense de Atletismo (APA) fechou parcerias que melhoraram as condições de treinamento e desempenho dos corredores de elite e iniciantes

 

Com conquistas importantes no currículo como o Bicampeonato na Maratona Internacional Maurício de Nassau, conquistado por Edson Amaro, uma medalha de ouro nos jogos Parapan-americanos de Guadalajara, no México, em 2011, com Francisco Daniel e bons resultados com o paratleta Josoaldo Coelho, que chegou a liderar o ranking mundial dos 10 mil metros para paratletas com deficiência visual, a Associação Petrolinense de Atletismo (APA) se tornou uma das referências no esporte da região do Vale do São Francisco e uma “papa” títulos em competições, seja no segmento regular ou paralímpico. 

Os resultados expressivos vieram por meio de trabalho, garra, vontade e o principal de todos, muito talento. Como em várias histórias pelo Brasil de atletas que esbarram na falta de estrutura e apoio, acontece o mesmo com a APA. Mas, agora, as condições começam a favorecer o grupo, que recentemente conseguiu parcerias com instituições da região, que prometem ajudar para uma maior profissionalização nas atividades, buscando melhorar a performance dos atletas.– Antes fazíamos nossos treinos no parque Josepha Coelho, aqui em Petrolina-PE, sem as condições necessárias para a prática do atletismo. Com essas parcerias com o Sesi – Petrolina e o Colegiado de Nutrição da Universidade de Pernambuco (UPE), nós começamos a traçar novas metas e novas possibilidades para o futuro – conta um dos técnicos, Natanael Barros.

Os atletas e paratletas têm uma estrutura física mais adequada para os treinamentos, aperfeiçoando a parte física e técnica, como também uma atenção especial para o lado nutricional, que é bastante importante. Ate então, esse trabalho era feito baseada no senso comum, sem nenhuma orientação.– Hoje estamos com uma pista de atletismo oficial de 400m, propícia para a prática, temos a academia para trabalho físico e apartamentos para alojar atletas. Vamos ter uma professora e estudantes de Nutrição fazendo um acompanhamento. Agora vamos ter uma profissionalização com estas orientações, onde vamos melhorar a alimentação deles e assim aprimorar o desempenho nas provas – comemora Natanael.

Se o desempenho dos corredores já era acima da média, com esse apoio os treinadores começam a fortalecer ainda mais os planos traçados, que de modestos não tem nada. Um deles é ter atletas disputando as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

– A gente tem uma meta ousada. Nossa meta é estarmos com no mínimo dois atletas ou nas Olimpíadas ou Paraolimpíadas. Hoje a nossa perspectiva é essa – afirma Natanael Barros.