As ações da CBAt para agora e para o futuro

20/08/2015 17:46 Dar a melhor preparação disponível no mercado mundial para os atletas de nível olímpico com vistas aos Jogos do Rio 2016. Paralelamente, consolidar um programa de médio e longo prazo, tendo como meta a formação de atletas para os ciclos olímpicos seguintes, especialmente de 2020 e 2024. Esses foram os compromissos assumidos pelos dirigentes da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), a partir de decisões do Fórum e Assembleia Geral, com a presença de representantes de todos os segmentos da comunidade atlética nacional.

Para isso, todos os esforços foram feitos para atender as solicitações dos atletas e seus treinadores, a partir dos recursos recebidos do Governo Federal, via o Programa Bolsa Pódio, do patrocínio da CAIXA e de parcerias com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Graças aos patrocínios e parcerias a CBAt pôde atender as solicitações e realizar 14 Campings de Treinamento e Competição, até este mês de agosto. Foram campings de provas individuais e de revezamentos, nos Estados Unidos, Cuba, Colômbia, Portugal Itália, Espanha, Suécia.

A meta é a preparação para os eventos deste ano, como os Jogos Pan-Americanos, disputados em Toronto, e o Mundial, programado para Pequim. E claro, tendo como objetivo central fazer os atletas chegarem na melhor forma à Olimpíada de 2016. Nas pistas houve respostas. No salto com vara masculino, Thiago Braz superou duas vezes o recorde sul-americano, até chegar a 5,92 m e colocar-se entre os top 5 do Ranking Mundial. No feminino, Fabiana Murer quebrou seu recorde indoor ao saltar 4,83 m. Ao ar livre fez 4,80 m e é a quarta do mundo.

TORONTO 2015. Nos Jogos Pan-Americanos, assim como nas Olimpíadas, o torneio de Atletismo reflete os resultados gerais dos Jogos. É o esporte que mais distribui medalhas (141 no total), mas também é o que tem maior número de competidores, tornando mais difícil a busca de um lugar na final e, mais ainda, no pódio. Tanto que 34 países tiveram finalistas, 23 colocaram atletas no pódio e 12 fizeram campeões. Estados Unidos e Canadá ficaram com as duas primeiras posições na tabela de pontos e no quadro geral de medalhas.

O Brasil colocou atletas em 39 finais (entre os oito primeiros). Foi o terceiro na classificação geral, com 168 pontos, atrás apenas de Estados Unidos (1º) e Canadá (2º). E a frente de potências, como Cuba (4º) e Jamaica (5º). No total, com 13 pódios, o País manteve a terceira posição.

No Campeonato Mundial o Brasil terá 58 atletas, devidamente qualificados conforme os índices internacionais, obtidos nos prazos definidos pela IAAF. Assim como nas demais participações da Seleção, os atletas contarão com o apoio da comissão técnica e da equipe multidisciplinar.

FUTURO OLÍMPICO. Ao mesmo tempo, todo o cuidado foi tomado com os atletas das categorias de base. Além dos Campeonatos nacionais e os torneios sul-americanos, as equipes que foram ao PAN Juvenil em Edmonton e ao Mundial de Menores em Cáli tiveram os profissionais de apoio, e obtiveram várias medalhas e finais.

Os atletas que demonstram aptidão são acompanhados, assim com seus treinadores. Por isso, os que obtêm resultados de nível internacional, dentro de suas categorias de idade, entram no Programa de Apoio a Jovens Talentos, assim como treinadores que atuam na base.

Esse apoio é fundamental, porque o que temos atualmente é um bom grupo de atletas que estiveram no PAN e com algumas mudanças estará no Mundial e Pequim e nos Jogos do Rio. Para os ciclos olímpicos seguintes, são os jovens atletas de hoje que estarão na Seleção principal, é preciso acompanhá-los.

Outra preocupação é com formação, reciclagem e aperfeiçoamento técnico de treinadores e árbitros. Em 2015 foram ministrados 10 cursos para treinadores no padrão da IAAF, oito para o nível I e dois para o nível II. Houve quadro clínicas de Mini Atletismo, voltadas para a iniciação, e sete cursos básicos de arbitragem.

A TEMPORADA. Ao longo de 2015, além de formar Seleções para competições oficiais (16 em 2015), a CBAt organiza diretamente os Campeonatos Brasileiros (13 no ano), além de apoiar eventos regionais, como os torneios Norte-Nordeste das várias categorias e o Troféu Centro Oeste de Mirins. São supervisionadas cerca 45 corridas (36 até julho). Entre mais de 1.000 corridas supervisionadas pelas Federações.

Outro programa importante da Confederação é o que garante apoio financeiro a atletas e treinadores. Há o Programa Bolsa Pódio, Atletas de Alto Nível, Jovens Talentos, Corredores de Elite e de Treinadores, ao todo 147 atletas e treinadores são beneficiados.

Ao mesmo tempo segue o trabalho da Comissão Nacional Antidopagem (CONAD), da CBAt, com as ações de combate ao doping, com especialistas realizando testes durante as competições e também exames-surpresa. O trabalho da CONAD tem sido considerado um modelo pela ABCD (Autoridade Brasileira de Combate ao Doping)

Outro ponto importante é a disponibilidade atual de pistas oficiais, atualmente. O Brasil conta com 27 pistas certificadas pela IAAF: oito para classe 1, para eventos internacionais, e 19 para classe 2, para competições regionais e nacionais.

Existe também o acompanhamento e direcionamento administrativo/financeiro em todas as Federações de Atletismo da União, enviando todo tipo de apoio de gestão para que possam desenvolver seu trabalho e focar no futuro para o desenvolvimento da modalidade.

Todo calendário nacional e internacional foi realizado com muita dificuldade, pois a realidade brasileira não é favorável no momento. Apenas o GP Internacional não foi realizado, por motivos financeiros muito aquém da nossa realidade.


José Antonio Martins Fernandes
Presidente da Confederação Brasileira de Atletismo