Associado à imagem de "vilão", Justin Gatlin promete boicotar mídia britânica

25/08/2015 17:29

"The Guardian" destaca que corredor americano se diz perseguido no Reino Unido. Narrador apontou vitória de Bolt nos 100m, em Pequim, como melhor para o atletismom.

Marcado por casos de doping em sua carreira, o corredor americano Justin Gatlin

 prometeu boicotar a imprensa britânica após ouvir a narração da emissora BBC para a reta final da prova dos 100m rasos no Mundial de Pequim. De acordo com o jornal inglês "The Guardian", o agente do atleta, Brendan Foster, declarou que a mídia do país tem sido injusta com Gatlin ao ligar sua imagem a todo o tempo com o uso de substâncias proibidas.

 

Na capital chinesa, Usain Bolt sagrou-se tricampeão mundial ao superar Gatlin por um centésimo. Logo após os corredores ultrapassarem a linha de chegada, o narrador Steve Cram, da BBC, ainda sem saber o resultado, bradou durante a transmissão que o jamaicano poderia ter salvo o seu título e, "provavelmente, o esporte", em clara referência ao fato do atleta nunca ter sido flagrado pelo doping, ao contrário do segundo colocado.

O "Guardian" destaca que Gatlin nunca demonstrou arrependimento pelos banimentos sofridos em função de doping. Em 2001, o atleta recebeu a punição por dois anos pelo uso de anfetaminas. Na segunda vez, após ser cogitada a sua exclusão do esporte, em função do uso de testosterona, o americano teve o banimento de oito anos reduzido para quatro. 

Após cumprir a pena, Gatlin retornou às pistas em 2010 e conquistou o bronze nos Jogos de Londres, em 2012, nos 100m. Em mundiais, também ficou com a prata na mesma prova, em 2013, em Moscou. Sempre à sombra de Bolt: em todas as provas, o jamaicano ficou com o topo do pódio.

Gatlin e Bolt se encontrarão novamente na próxima quarta-feira, pelas semifinais dos 200m, no qual o jamaicano também é o campeão. A final acontece na quinta.