Atletismo: Brasil pode brilhar ainda mais na Diamond League

21/11/2014 11:10

Marilyn Monroe, uma das mulheres mais famosas e belas de todos os tempos, dizia que os diamantes são o melhor amigo de uma mulher. Fabiana Murer foi campeã no salto com vara nos anos de 2010 e 2014 da Diamond League. O Circuito Top do Atletismo Mundial.

Agora, além de Fabiana o Brasil pode brilhar mais no evento. O Rio se candidatou a sediar uma das etapas do evento a partir do ano que vem. Para um país que vai receber os Jogos Olímpicos em 2016 é uma oportunidade de ouro para colocar as instalações do Engenhão, ou Estádio Olímpico, que já estarão com sua reforma concluída.

A concorrência é forte, já que Pequim, Ostrava e Rabat também são candidatas. A cidade chinesa já foi sede olímpica, mas tem contra si o fato de haver uma etapa que é disputada em Xangai, mas em se tratando dos chineses, tudo é possível. Ostrava, cidade tcheca e mais uma etapa europeia faria subir ainda mais o numero etapas no velho continente. Das quatorze etapas disputadas este ano, apenas três foram fora do velho continente. Estados Unidos, Catar e a China foram os países do resto do planeta que receberam o evento. Daí pensar em que o Brasil pode receber mais um top e que servirá para preparação para a Olimpíada é muito bom.

Quem está por trás da tentativa de trazer a Diamond League ao Brasil é o presidente da CBAt Antonio Fernandes que conta já ter o apoio da Caixa – patrocinadora oficial do atletismo brasileiro – da Nike e da tevê. Além disso, é claro que a prefeitura do Rio tem interesse na realização da etapa brasileira e já deu apoio formal à candidatura.

Em termos de calendário a proposta é interessante já que o evento aqui seria depois das etapas disputadas nos EUA (Eugene e New York). Isso serviria além do teste de instalações como preparo e avaliação dos atletas brasileiros que irão aos Jogos Pan-americanos que serão realizados em Toronto a partir de10 de julho. Encaixe ideal para avaliação do Engenhão e dos atletas brasileiros já que na Diamond League participam os melhores do mundo e no Pan apenas os atletas das Américas.

Isso custa, é claro, e obviamente não é pouco. O valor para a realização gira em torno dos três milhões de dólares e, para ter os melhores, a premiação deve ser de acordo, daí a conta pode subir mais. Porém se considerarmos o potencial do evento, sua qualidade técnica e a oportunidade para os atletas brasileiros, a chance de inserir um evento como esse pode significar além das vantagens técnicas, um legado para o Rio já que a manutenção da etapa por aqui traria uma utilização adequada ao Engenhão além de manter o Brasil no calendário mundial dos grandes eventos do esporte.

Chance do Brasil brilhar, assim como os diamantes.