Audiência para decidir liberdade de Pistorius é adiada em duas semanas

21/09/2015 16:36

Atleta paralímpico está preso pela morte de sua namorada, a modelo Reeva 
Steenkamp, desde outubro do ano passado. Defesa busca prisão domiciliar.

O futuro de Oscar Pistorius, por enquanto, segue indefinido. De acordo com a imprensa local, a decisão sobre a saída do campeão paralímpico da prisão foi adiada em duas semanas. No mês passado, havia sido marcada uma audiência para a sexta-feira que passou (dia 18 de setembro) para decidir se o velocista iria ou não cumprir o restante da pena de cinco anos em prisão domiciliar. O sul-africano foi condenado pela morte de sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp.

- O conselho considerou as petições, mas, infelizmente, não teve tempo para tratar de todas e viu-se obrigado a propor o encontro para dentro de duas semanas - explicou um porta-voz dos serviços prisionais da África do Sul, ao portal local. News24.

Um dos maiores nomes do esporte de seu país, Pistorius está desde outubro em uma cela individual do presídio Kgosi Mampuru II, em Pretória. A defesa do corredor biamputado busca que ele cumpra o restante de sua condenação em outra circunstância. De acordo com a imprensa internacional, o atleta moraria na mansão do tio quando recebesse a liberdade condicional. A casa conta com mais de uma dúzia de quartos, uma academia privada, piscina ao ar livre e jardins.

No dia 14 de fevereiro de 2013, o astro sul-africano deixou sua casa em Pretória escoltado por autoridades como principal suspeito de matar a sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, naquela madrugada. Em depoimento, alegou que ouviu barulhos e efetuou os disparos de arma de fogo após confundir a companheira com um ladrão. A promotoria, no entanto, acreditava que o crime foi premeditado e executado após uma discussão do casal. Após uma semana de audiências, o juiz Desmond Nair garantiu a fiança ao medalhista paralímpico e anunciou que ele responderia pela morte de Reeva em liberdade. Após 20 meses da noite do crime, Pistorius foi condenado a cinco anos de prisão por homicídio culposo.