Bach diz que russos podem ir a 2016 se a Rússia mudar política antidoping.

15/11/2015 08:14

Presidente do COI está confiante de que país vai tomar as medidas necessárias para garantir que os atletas estejam limpos e aptos para competir nas Olimpíadas do Rio.

Presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach revelou estar confiante de que a Rússia tome as medidas necessárias e reformule a sua política antidoping para que os atletas estejam limpos e aptos a competirem nas Olimpíadas do Rio, em 2016. Em um comunicado divulgado pela Associated Press (AP), Bach prestou o seu apoio a Alexander Zhukov, chefe do Comitê Olímpico russo encarregado de supervisionar as reformas da Federação de Atletismo da Rússia, que inclui um maior controle sobre a agência antidoping nacional e os testes realizados em laboratórios do país. As falhas encontradas foram alvo de críticas de um relatório

 de 325 páginas divulgado na última segunda-feira pela Agência Internacional Antidoping (Wada). 

O COI anunciou o acordo com Zhukov um dia depois de a Rússia ser suspensa provisoriamente de competições internacionais, incluindo os Jogos Olímpicos, pela Associação de Federações Internacionais. 

- Estamos confiantes de que as iniciativas propostas pelo Comitê Olímpico Russo, com o respaldo das organizações internacionais, Wada e IAAF (Federação Internacional de Atletismo), irão garantir o mais breve possível uma conformidade, a fim de proporcionar a participação de atletas russos nos Jogos Olímpicos - revelou Bach no comunicado.  

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Todos os atletas dopados irão sofrer sanções... Todos os atletas limpos serão protegidos" 
Comunicado do COI

Segundo a AP, o IOC afirma que os membros do Comitê Olímpico russo "vão coordenar os esforços da Rússia para resolver os problemas mencionados no relatório da Wada". Atletas, treinadores e autoridades acusadas de contribuir com o doping serão punidos. 

- Todos os atletas dopados irão sofrer sanções... Todos os atletas limpos serão protegidos - diz o comunicado do COI. 

Bach e Zhukov se encontraram na última quinta-feira para uma reunião no prédio do IOC, em Lausanne, na Suíça. O responsável por supervisionar o atletismo russo em meio ao escândalo de doping também está envolvido com política e é um aliado do presidente russo, Vladimir Putin.

 

O Comitê Olímpico da Rússia está determinado diante do fato de que os atletas limpos devem competir nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Todos que foram considerados culpados por usarem substâncias proibidas or qualquer um que tenha facilitado o processo ou colaborado de alguma forma para o doping será punido - garantiu Zhukov no comunicado. 

Após a recomendação da Wada à Federação Internacional, pedindo a suspensão da Rússia das competições de atletismo, incluindo o Rio 2016, a IAAF impôs a punição provisória aos atletas da Rússia. A decisão foi tomada na sexta-feira, após uma teleconferência de emergência convocada pelo presidente Sebastian Coe, em Londres e Mônaco. Por 22 votos a favor e apenas um contra, o conselho da entidade decidiu pela punição. O representante da Rússia não foi autorizado a participar da votação. 

Os dopings foram flagrados através sistema de passaporte biológico, que chegou para somar eficiência ao já utilizado teste de urina e pode detectar o uso de substâncias proibidas mesmo que elas já tenham sido excretadas do organismo. Ele foi implementado em 2009 pela Agência Antidoping Mundial (Wada). O monitoramento de exames dos atletas facilita a detecção direta e também indireta de métodos dopantes a longo prazo. A partir desta perspectiva, mesmo que a substância em si não seja encontrada no teste, os efeitos colaterais provocados por ela se tornam aparentes no organismo. Normalmente, as substâncias proibidas permanecem no corpo apenas por um período curto, o que dificulta sua detecção. No entanto, os efeitos delas ficam perceptíveis por mais tempo, assim são facilmente diagnosticados no perfil genético.