Estudo mostra que o sedentarismo prejudica funcionamento do cérebro

01/02/2014 10:11

Cientistas descobrem que neurônios do grupo de sedentário se modificam
e podem induzir um aumento da pressão arterial e das doenças cardíacas.

Vários estudos vêm mostrando os benefícios da atividade física para a saúde. A melhora não é observada somente no sistema cardiorrespiratório e musculoesquelético, mas também no sistema nervoso central (do qual fazem parte o cérebro e a medula espinhal). Pesquisas mostram que a prática de corrida pode facilitar o aprendizado, previne contra os déficits de memória e cognição (raciocínio) relacionados ao avanço da idade, melhora o humor, entre outros pontos positivos de uma lista que vem crescendo.

Cientistas americanos e australianos publicaram este mês o resultado de uma pesquisa que mostra que o sedentarismo muda o funcionamento do cérebro. Eles estudaram dois grupos de ratos por três meses. Em um dos grupos os ratos ficavam em uma gaiola com uma roda de corrida, e se exercitavam quando tinham vontade.

No outro grupo os ratos não faziam nenhum tipo de atividade, permanecendo sedentários. Ao final dos 3 meses os pesquisadores analisaram os cérebros dos ratos e viram diferenças entre os dois grupos: nos sedentários, os neurônios (células do sistema nervoso central) de uma região que controla a pressão arterial tinham se modificado de tal maneira que poderiam estar induzindo o aumento da pressão e contribuindo para o desenvolvimento de doenças cardíacas.

O chefe da pesquisa, Dr. Muller da Faculdade de Medicina de Wayne, nos Estados Unidos, disse em entrevista ao jornal "The New York Times", que essa descoberta é importante pois mostra que o sedentarismo também pode mudar a estrutura e funcionamento do cérebro. E embora ratos não sejam pessoas ele acredita que isso seja um primeiro passo para as descobertas dessa área.