Exemplo para dominicanos, Luguelín se ambienta em SP rumo ao Rio 2016.

03/08/2014 11:13

Atleta de 20 anos, que treinava descalço na infância, é vice-campeão olímpico dos 400m rasos e disputa Ibero-Americano de olho no ouro das Olimpíadas.

Um dominicano aquece tranquilamente para entrar em ação no Ibero-Americano, realizado em São Paulo. O jeito simples de garoto, de sorriso fácil, esconde as conquistas de Luguelín Santos. Aos 20 anos, ele já é vice-campeão olímpico e bronze mundial nos 400m rasos. Ele, que já é um astro e um exemplo em seu país, quer mais: mira o ouro nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Por isso, ele se ambienta no Brasil.

- É muito bom estar aqui participando deste evento. É minha primeira competição no Brasil, e pretendo voltar antes dos Jogos Olímpicos para me ambientar. Hoje os brasileiros não me conhecem muito, mas espero que isso mude com um ouro no Rio. É minha grande meta - disse o velocista, que tem intenção de competir no Rio de Janeiro em 2015.

A passagem de Luguelín pelo Brasil ainda não atrai muitos holofotes. Bem diferente de quando ele caminha nas ruas da República Dominicana, onde é ídolo tanto por suas conquistas como por sua história. Ele começou a treinar atletismo com apenas oito anos, a convite da prima Celia Aquino. Mas os primeiros passos na modalidade não foram tão brilhantes quanto as medalhas de seu currículo.

- Eu treinava descalço porque não tinha condições de comprar uma sapatilha ou um tênis. Em meu país eu sou um exemplo para as crianças, de que eles podem sonhar grande.Hoje ele não treina mais descalço, tem uma estrutura de astro, mas mantém os pés no chão e o jeito simples. Luguelín diz que é fácil ser um ídolo já aos 20 anos.

A trajetória de Luguelín nos 400m rasos foi meteórica. Com 16 anos, ele venceu os Jogos Olímpicos da Juventude de Cingapura, em 2010. No ano seguinte, foi vice-campeão dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Em um intervalo de menos de 30 dias em 2012, aos 18 anos, ele se tornou campeão mundial júnior e conquistou a prata nas Olimpíadas de Londres. Ao perder o título para Kirani James, de Granada, ele colocou o ouro no Rio 2016 como meta. No caminho, já faturou o bronze no Mundial de Moscou, no ano passado.

No Ibero-Americano de São Paulo, ele não correu os 400m rasos e se classificou para a final dos 200m deste domingo. Além de se ambientar ao Brasil, Luguelín usa a competição para se preparar para os Jogos da América Central e do Caribe, em novembro, em Veracruz, no México.