Fabiana Murer pode fechar sequência de medalhas brasileiras nos saltos.

05/12/2015 14:18

Ao longo de sua história olímpica, Brasil já conquistou medalhas no salto em altura, no triplo e em distância. Resta agora o salto com vara para o país encerrar o ciclo.

A tradição do atletismo brasileiro nas provas de salto teve início em Helsinque 1952, quando o país conquistou duas medalhas olímpicas: ouro com Adhemar Ferreira da Silva, no salto triplo, e bronze com José Telles da Conceição, no salto em altura. Daquela edição até os Jogos de Moscou 1980, o Brasil só não foi ao pódio em duas ocasiões: Roma 1960 e Tóquio 1964.

Os responsáveis por dar prosseguimento aos ótimos resultados de Adhemar, que ainda conquistaria o bicampeonato olímpico em Melbourne 1956, foram Nelson Prudêncio e João do Pulo, cada um com duas medalhas olímpicas no currículo. Depois, apesar do surgimento de novos saltadores, a única atleta que voltou a colocar o Brasil na rota das vitórias foi Maurren Maggi, campeã no salto em distância nos Jogos de Pequim 2008.

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Ao todo, o Brasil conquistou oito de suas 14 medalhas no atletismo em provas de salto. E, curiosamente, a única modalidade esportiva que ainda não deu medalhas olímpicas ao Brasil é justamente a que atravessa seu melhor momento no país: o salto com vara.

Fabiana Murer foi campeã mundial em Daegu, Coreia do Sul, em 2011. Um ano antes, no Mundial Indoor de Doha, no Qatar, também conquistou a medalha de ouro. No Rio de Janeiro, em 2016, ela fará sua terceira participação nos Jogos Olímpicos e será a principal esperança de medalha do atletismo brasileiro. Caso confirme as expectativas e termine a competição entre as três primeiras colocadas, Murer não só encerrará sua carreira em alta como ainda fechará um ciclo de conquistas nacionais em provas de saltos nas Olimpíadas.