Jornal afirma que Doha pagou por ajuda para sediar Mundial de 2017

12/12/2014 06:58

Segundo o ''The Guardian'', o filho do presidente da IAAF teria recebido para favorecer Catar. Cidade perdeu, mas este ano ganhou o direito para sediar 2019.

 

Um mês após Doha receber o direito de sediar o Mundial de 2019, uma denúncia feita pelo jornal inglês ''The Guardian'' gerou mal-estar para a Federação Internacional de Atletismo (IAAF). A publicação relata ter tido acessos a emails nos quais o filho do atual presidente da entidade, Lamine Diack, teria pedido US$ 5 milhões (cerca de R$ 13 milhões) para ajudar durante a candidatura da cidade do Catar para o Mundial de 2017. 

O jornal britânico diz que o incidente ocorreu em 2011. Naquele ano, no entanto, Doha não obteve sucesso em sua candidatura para sediar a competição, que foi para Londres. A IAAF disse que não firmou contratos com entidades ou quaisquer outras empresas do Catar. Um porta voz da Federação disse que o filho do presidente, Papa Massata Diack, negou receber qualquer Através de um comunicado, a Federação de Atletismo do Catar disse não reconhecer os emails e concentrou o discurso da legitimidade de sua candidatura bem sucedida para o Mundial de 2010. 

- Nós não estamos cientes das trocas de email que se referem. Nossa proposta foi conduzida de maneira profissional e respeito todas as regras e regulamentos - disse o secretário-geral, Mohammed al-Kuwari .

Em novembro, Doha superou Eugene (EUA) e Barcelona (Espanha) na votação realizada em Mônaco. Após o anúncio do Catar como sede de 2019, o presidente da Federação Espanhola de Atletismo, José Maria Odriozola, alegou que a candidatura de Doha teria acrescentado 37 milhões de dólares (cerca de R$ 96 milhões) ao seu projeto depois do prazo legal para definir o orçamento.

O Catar vem enfrentando problemas e denúncias de compra de votos na eleição para sediar o Mundial. A Fifa, por exemplo, pretende mudar a disputa do Mundial para o inverno, por conta das altas temperaturas na região durante o verão. A ideia, porém, não é aprovada pelos árabes. 

Além disso, o Catar vem enfrentando constantes denúncias sobre as condições de trabalho e a utilização de trabalho escravo nas obras para a Copa do Mundo. Sobre tudo isso, Saoud bin Abdulrahman Al-Thani mostrou um discurso de tranquilidade.