Marílson dos Santos diz que usará a cautela na preparação para os Jogos

24/03/2015 18:27

Aos 37 anos, fundista busca o índice olímpico ainda em 2015 para não precisar participar de muitas provas. Atleta coloca os africanos com os favoritos na maratona.

 
Bicampeão da Maratona de Nova York e medalha de ouro nos 10.000m nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011, Marílson dos Santos busca a sua terceira participação olímpica em 2016, no Rio de Janeiro. Aos 37 anos, ele já tem a sua estratégia definida. Com objetivo de se poupar e chegar em boas condições na competição, ele participará de poucas provas e buscará o índice o mais rápido possível. 
 
- A gente está trabalhando, com cautela, para tentar chegar em 2016. Seria a minha última Olimpíada. Eu já tive a oportunidade de participar de duas. O meu objetivo é participar de menos provas, de uma ou duas maratonas no máximo e me resguardar para a Maratona Olímpica. Dia 26 de abril eu participar da Maratona de Hamburgo com intenção de conseguir a minha classificação para os Jogos OlímpicosApesar de considerar os atletas africanos favoritos ao ouro olímpico, Marílson diz que os brasileiros estão bem cotados para o pódio. De acordo com o fundista, os atletas nacionais já estão acostumados com clima, alimentação e fuso horário.

- Do jeito que está atualmente, os africanos são os favoritos. Mas em maratona olímpica a gente já viu acontecendo cada coisa. Nem sempre o favorito é que ganha uma maratona olímpica (...). Faz muita diferença correr em casa. Algumas coisas nos favorecem. Não vamos ter fuso horário, a alimentação será a nossa, já estamos adaptados ao clima e não precisamos fazer uma aclimatação (...). Claro que em uma maratona você precisa estar bem treinado, mas claro que esses fatos influenciam no resultado final.

Confira um raio-x do andamento das obras

A Federação Internacional de Atletismo (IAAF) vai divulgar em abril as marcas exigidas por prova para a classificação. O índice B, mais fraco, permite a inscrição de um atleta por delegação. O índice A, mais forte, permite a inscrição de até três atletas por prova. No entanto, a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) só inscreverá atletas que conseguirem índice A e estiverem no Top 30 do ranking olímpico (com no máximo três por país) ao fim do período de classificação (11 de julho de 2016).