Medalhas, recordes e mais medalhas: veja 10 destaques do Pan de Toronto

28/07/2015 15:28

Juntos, as estrelas de Toronto somaram 35 medalhas, sendo 26 de ouro, mais sete recordes pan-americanos; Thiago Pereira e Vitor Benite são os brasileiros na lista.

Ao todo são 35 medalhas, sendo 26 de ouro. Sete recordes pan-americanos batidos e muitos pódios alcançados. Entre os mais de 6.00 atletas que disputaram o Pan-Americano de 2015, em 20 dias de competições em Toronto, no Canadá, 10 deles atraíram mais a atenção do público. São seis diferentes nacionalidades, incluindo uma representante de Bahamas, com nome de quem nasceu para nadar. As modalidades também são variadas, mas estes desportistas têm em comum o privilégio de terem alcançado o ponto mais alto do pódio na 17ª edição dos Jogos, ao menos uma vez.

São velocistas, na água ou nas pistas, a maioria destaque individual, mas que tiveram em algum ponto - direta ou indiretamente - ajuda de companheiros para serem laureados. Terceiro colocado na classificação geral, com 141 medalhas (41 de ouro), Brasil não poderia ficar fora desta lista preparada para o GloboEsporte.com. Confira as estrelas abaixo:Não está entre os 10 atletas que mais ganharam medalhas, também não bateu nenhum recorde pan-americano ou mundial, então por que Andre De Grasse encabeça a lista dos destaques? Pois, apenas aos 20 anos, ele é uma das promessas do atletismo mundial e provou sua habilidade no Parque Pan-Americano. Venceu, em Toronto, os 100m e 200m rasos, as duas provas mais nobres da modalidade, além de baixar os 20s na segunda corrida - fez 19.88, sua melhor marca na carreira. De Grasse ficou, ainda, muito perto do terceiro ouro -  também esteve no quarteto canadense, primeiro a ultrapassar a linha de chegada na prova dos 4x100m, mas desclassificado por um erro na troca de bastão. Pequena, porém notável. Com apenas 1,57m e 40kg, Laura Zeng é a cara da nova geração da ginástica rítmica americana e a atleta, independente do gênero, que mais ouros conquistou na edição de 2015. Com apenas 15 anos e em seu primeiro Pan, desbancou todo mundo em tudo que disputou no individual em Toronto. Graciosa e com nível elevado nas apresentações, foi ouro no individual geral, no arco, na bola, na fita e na maça. Levou para casa 72% dos ouros distribuídos entre as meninas na modalidade que representa. Mister Pan antes mesmo do início da competição, Thiago Pereira consolidou a alcunha com mais cinco medalhas nesta edição. Aos 29 anos, sendo12 de pan-americanos, chegou às 23 medalhas e se tornou o maior medalhista da história dos jogos, passando o ex-ginasta cubano Érick Lopez Rios no ranking, com 22. Para tal, passou aperto: sentiu o cansaço durante a semana e desistiu de duas provas (100m costas e 100m borboleta). Restaram seis para cinco medalhas. Em uma delas, nos 400m medley, Thiago fez o melhor tempo, mas acabou desclassificado - depois de ter faturado nos primeiros dias dois ouros (4x100m livre e 4x200m livre) e um bronze (200m peito). Chegou ao último dia dependendo das duas conquistas nas duas provas que estava inscrito (200m medley e 4x100m medley) - bem-sucedido em ambas. Com o quarteto, bateu o recorde sul-americano. Anfitriã, participou das Olimpíadas de Londres, em 2012, mas não conseguiu nenhum resultado expressivo. No Pan, porém, fez chover na ginástica artística: levou cinco medalhas, sendo três de ouro, uma de prata e uma de bronze. Foi superior que todas as adversárias no individual geral, no solo e na trave. Bateu na trave na participação por equipes, e complementou o pódio no saltoSOBRE a mesa. A natação americana prometia destacar a experiente Nathalie Coughlin, de 32 anos, mas foi Alisson Schmidt, de 25, quem comandou os Estados Unidos nas piscinas do Centro Aquático no Canadá. Conquistou quatro medalhas, sendo três de ouro, com direito a recorde em todas as conquistas, nos 200m livres e revezamentos 4x100m medley e 4x200m livre. Em Londres, teve exatamente os mesmos resultados, mas ainda ganhou o bronze nos 4x100. Ala-armador do Flamengo, Vitor Benite comandou o Brasil à vitória em Toronto. Logo na sua estreia, fez 16 pontos contra Porto Rico. Na segunda partida, fez 14 e foi o cestinha. Começou a ganhar grande destaque diante dos Estados Unidos, ao anotar 34 pontos, mais de 1/3 de toda a pontuação brasileira, 20 a mais que o segundo melhor pontuador brasileiro, o armador Augusto Lima. Entre os números expressivos, acertou oito bolas de três pontos em um jogo apenas, dos 11 arremessos tentados (73% de aproveitamento). Na semifinal contra a República Dominicana, foi novamente o maior pontuador do Brasil e da partida, com 16.  Se no feminino o nome da ginástica artística foi Ellie Black, entre os homens um colombiano dominou a parada. Com três ouros e dois bronzes, Josimar Calvo Moreno era o ginasta a ser batido durante as competições no Coliseu de Toronto. As suas vitórias vieram no cavalo, nas barras paralelas e barra fixa - sua nota no Pan de Toronto lhe renderia o bronze em Londres no último aparelho. Ele vem de vitória nos último Pan, em Guadalajara, no individual geral, além da prata na barra fixa. Aos 29 anos, a estrela mexicana de apenas 1,56m, conquistou sua oitava medalha de ouro em pan-americanos, na plataforma 10m individual e no salto sincronizado 3m trampolim ao lado de Dolores Hernandez. Já havia conquistado seis nas duas últimas edições dos jogos, em 2007 e 2011, e ainda acumula mais quatro pratas, sendo a última conquistada também no Canadá, no salto sincronizada plataforma 10m ao lado de Alejandra Orozco.Nadadora mais rápida do pan-americano, garantiu um das duas únicas medalhas de ouro do país caribenho, e ainda bateu o recorde Pan-americano dos 50m rasos. Com o tempo 24.31, o tempo que lhe renderia a terceira colocação nas últimas Olimpíadas, em Londres. Nos 100m, ficou com o terceiro melhor tempo e o bronze, atrás de uma canadense e uma americanaPrimeira canadense a vencer três medalhas no ciclismo, ela comandou seu país para o domínio na modalidade em pista no Pan de Toronto – os anfitriões conquistaram 10 medalhas, sendo seis de ouro. Ela venceu a prova de velocidade individual, por equipes, ao lado de Kate O’Brien (vice no individual), e no Keirin. De quebra, liquidou com dois recordes pan-americanos, ambas nas competições de velocidade.