Mo Farah, sobre possível ausência do Quênia no Rio: "Mais fácil para mim"

20/02/2016 17:25

Bicampeão olímpico lamenta, mas pede medidas duras se país não seguir regras.

Mo Farah não está incomodado. Pelo contrário. Diante da possibilidade de o Quênia ser excluído dos Jogos do Rio, o bicampeão olímpico quase chega a comemorar. Ainda que o evento perca alguns dos principais nomes das provas de atletismo, o britânico admite que o caminho para o tri ficaria mais fácil sem os rivais.

- Se o Quênia não estiver (nos Jogos), fica mais fácil para mim. Você não deseja isso para atletas que não fizeram nada errado, mas, como país, você precisa seguir as regras. Se eles não podem seguir as regras, que sejam duros com eles. Você precisa dar o exemplo.

O Quênia teve 43 casos de doping desde 2012. E também enfrenta denúncias de suborno e propinas para reduzir suspensões de duas atletas do país, que levaram o diretor-executivo da Federação de Atletismo, Isaac Mwangi, a pedir afastamento do cargo na última segunda-feira. Agora, a federação corre contra o tempo para se encaixar às normas da Agência Mundial Antidoping (WADA).

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- Não é uma coisa boa, claro, mas há países que fazem a coisa certa. Se eles não podem seguir as regras, obviamente é ruim para os atletas. Como atletas britânicos, nós temos nossas regras. Eu queria que eles seguissem essas regras.

Farah, de 32 anos, costumava fazer seu camping de treinamento no Quênia. No ano passado, porém, mudou sua base para a Etiópia. Durante as últimas temporadas, o astro viu seu técnico ser acusado de práticas de doping. Agora, se sente mais tranquilo por não ter de se defender dessa vez.

Para garantir o cumprimento do código de conduta da Wada, o presidente da Federação de Atletismo do Quênia, Jackson Twuei, cita medidas adotadas pela entidade para evitar o envolvimento dos jovens com o doping.

- Estamos trabalhando muito enquanto Federação, para que casos assim não aconteçam mais. Queremos promover um esporte limpo. Estamos organizando seminários para educar os jovens atletas para que eles não se envolvam nesse tipo de coisa (...) O Governo e o Ministério estão trabalhando muito para que cumpramos as exigências da Agência Mundial Antidoping e da IAAF.