Novo estádio Celio de Barros ficará pronto em 2017, diz secretário

17/09/2015 18:22

Marco Antônio Cabral afirma que obras começam logo depois dos Jogos Olímpicos. Sem esporte, local serve de espaço para festas.

Soterrado durante a reforma do Maracanã para Copa do Mundo, o estádio de atletismo Celio de Barros começará a ser reconstruído logo depois dos Jogos Olímpicos de 2016, e ficará pronto no primeiro semestre do ano seguinte. Os prazos foram dados nesta segunda-feira pelo secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude, Marco Antônio Cabral. Segundo ele, o processo de licitação para determinar a construtura será lançado em agosto ou setembro, meses das Olimpíadas e Paralimpíadas, respectivamente. As obras seriam iniciadas em outubro ou novembro. 

De acordo com o secretário, apesar de o parque aquático Julio De Lamare, descartado dos Jogos Olímpicos, também precisar de reforma, a prioridade será o Celio de Barros. 

- Temos muita pouca espaço de atletismo no estado. Já piscina temos em quantidade. O Estado do Rio é o que tem mais piscinas por habitante no Brasil. Atletismo a gente tem pistas de qualidade, mas em pouca quantidade. Precisa de uma atenção especial - disse. O projeto básico já está pronto, segundo Cabral, o que facilitaria a elaboração do projeto executivo e o início das obras para depois dos Jogos. Segundo ele, a Concessionária Maracanã, formada pela Odebrecht Properties e a AEG, seria a responsável pelas obras, cujos valores ainda não estão definidos. Mas, caso houver algum problema, o governo arcaria com os custos.

Esse problema pode ser a ausência de uma definição sobre o novo contrato para exploração do complexo esportivo do Maracanã, que vem se arrastando desde o final do ano passado. Quando o contrato atual foi assinado, estavam previstas as as construções de um edifício-garagem e de um shopping nos lugares do Celio de Barros e do parque aquático Julio De Lamare. Um terreno do Exército do outro lado da linha do trem chegou a ser cedido para que novos equipamentos fossem construídos. Porém, com a pressão da opinião pública durante as manifestações populares de julho e junho de 2013, o governo do estado desistiu de botar abaixo as estruturas. Sem shopping e edifício-garagem, a concessionária viu a projeção de lucro despencar e pediu a reavaliação do contrato, que deverá ser cinco vezes menor do que o original

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Uma verba de R$ 10 milhões do Ministério do Esporte chegou a ser colocada a disposição no governo passado, mas acabou não sendo usada. Em 2013, o Celio de Barros foi transformado em almoxarifado das obras do Maracanã. A pista foi soterrada por uma camada de asfalto e vários equipamentos foram danificados. Atletas que lá treinavam tiveram que se mudar de local e até sair do Rio de Janeiro. 

Enquanto está fechado para o esporte, há alguns meses o espaço onde era o Celio de Barros passou a ser alugado para festas e eventos, como forma da Suderj (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro) levantar recursos. O valor do aluguel por evento é de R$ 30 mil.