Nuzman garante que escândalo no atletismo não afeta Jogos: "É analisar"

17/01/2016 17:43

Sobre candidatura de Tóquio para 2020 estar sob investigação, presidente do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016 demonstra tranquilidade: "Vitória mais elástica".

do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, afirmou que o escândalo de corrupção do atletismo russo não respinga, de forma alguma, nas Olimpíadas do Brasil. Ao todo, 89 páginas do relatório foram divulgadas na última quinta-feira em Munique, por uma comissão independente contratada pela Agência Mundial Antidoping (Wada) para investigar o escândalo. 

- Isso não afeta (nos Jogos). É uma questão da Agência Mundial Antidoping (Wada) com a Federação Internacional de Atletismo (IAAF). Saiu esse relatório. Acho que eles vão agora tomar as medidas que têm de tomar. É analisar o relatório - comentou Nuzman.

Depois da cerimônia, o dirigente também foi questionado sobre uma outra polêmica. De acordo com a reportagem do jornal britânico ''The Guardian'', a candidatura de Tóquio para os Jogos de 2020 está sob investigação. O ex-presidente da IAAF, Lamine Diack, teria sido influenciado financeiramente na hora da votação. Nuzman foi direto ao comentar o caso.

- É uma questão que a gente não acredita. Não trabalha com isso. Não vou comentar uma colocação dessa, da qual eu não tenho maior conhecimento - pontuou. 

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O presidente do Comitê Organizador Rio 2016 declarou que o Brasil está tranquilo quanto à escolha para ser sede da próxima edição das Olimpíadas. Ele lembrou a ampla vantagem durante a votação, em 2009, batendo concorrência de Madri, Chicago e Tóquio, na votação na Dinamarca. E refutou qualquer influência sobre o processo de escolha do Rio.

- No Rio, não houve nada. A margem com que nós ganhamos nos dá tranquilidade de demonstrar: 66 a 32. É a vitória mais elástica da história dos Jogos Olímpicos - encerrou. 

EVENTO-TESTE

Com a presença da seleção brasileira feminina de basquete e do técnico Antônio Carlos Barbosa, o prefeito Eduardo Paes entregou na manhã deste sexta-feira a chave da Arena Carioca 1 a Carlos Arthur Nuzman. A seleção disputará o evento-teste na Arena, que tem capacidade para 16 mil pessoas, até domingo. Algumas das atletas foram convidadas por Paes para mostrarem a placa oficial aos presentes. 

Depois de vencer a Argentina e a Austrália em amistosos na reta final de preparação para o evento-teste, a seleção brasileira feminina estreia contra a Venezuela, nesta sexta-feira, às 20h30 (de Brasília). As comandadas por Antonio Carlos Barbosa também entram em quadra para enfrentar a Argentina, no sábado, e a Austrália, no domingo. Uma partida entre atletas brasileiros de cadeira de rodas completa a programação.