Ouro em Guadalajara, Adriana tenta o bi na maratona do PAN

17/07/2015 19:44  O torneio de Atletismo da 17ª edição dos Jogos Pan-Americanos de Toronto será aberto oficialmente neste sábado (dia 18), com a disputa da maratona feminina. A prova de 42.195 m terá um percurso de quatro voltas num circuito montado no Ontário Place West Channel, que fica no Parque Pan-Americano, numa área muito bonita da cidade.

O Brasil tem duas representantes na prova, que terá largada às 07 horas locais (08 horas de Brasília): Adriana Aparecida da Silva e Marily dos Santos, ambas corredoras experientes e preparadas para um bom desempenho. Adriana tentará o bicampeonato da competição, já que ganhou a medalha de ouro nos Jogos de Guadalajara, em 2011. Na oportunidade, bateu o recorde da prova com o tempo de 2:36:37.

"O objetivo é tentar fazer o meu melhor tempo desta temporada e brigar por um lugar no pódio", comentou Adriana, que correu a Maratona de Nagoya, no Japão, no dia 08 de março, em 2:35:28, obtendo a qualificação para os Jogos Olímpicos do Rio 2016. "Ainda não sei a lista de participantes, mas acho que a prova será muito dura, especialmente se as melhores peruanas correrem", lembrou a atleta, referindo-se a Gladys Tejeda e Inés Melchor, que completaram a distância este ano em menos de 2:29:00.

"A Adriana tem de fazer a prova dela, como ocorreu em Guadalajara, no ritmo proposto a partir dos treinamentos. O resultado será consequência", comentou o técnico Cláudio Roberto de Castilho, que orienta a atleta.

Marily também tem o objetivo de correr abaixo das 2:37:25, tempo obtido no dia 22 de fevereiro, em Sevilha, na Espanha. Ela também está qualificada para a Olimpíada do Rio. "A maratona é uma prova complicada, em que você tem de manter o seu ritmo para não correr o risco de parar", lembrou Marily.

O técnico Adauto Domingues acompanha as duas corredoras na Vila Pan-Americana. Ele disse que os quatro dias de adaptação na cidade foram tranquilos. "Elas estão muito bem treinadas. Em Toronto, rodaram pouco, só esperando a prova", afirmou.

A expectativa, segundo os organizadores dos Jogos, é de que a maratona seja disputada sob uma temperatura de 18 graus e com chuva fina. O recorde de Adriana de 2011 deve ser superado por causa das condições climáticas favoráveis.

O Atletismo brasileiro ganhou nas primeiras 16 edições do PAN 160 medalhas, sendo 56 de ouro, 45 de prata e 59 de bronze (melhor campanha entre todos os esportes antes do início destes Jogos). Na maratona feminina foram cinco medalhas: duas de ouro (Marcia Narloch e Adriana), uma de prata (Márcia) e duas de bronze (Viviany Anderson e Sirlene Pinho).

Neste domingo (19), serão disputados os 20 km marcha no masculino e no feminino, também no Ontário Place West Channel, mas num circuito de 1 km. Os representantes do Brasil são Caio Bonfim, Erica Sena e Cisiane Lopes.

Já as competições de pista e campo começam na terça-feira (21), no Estádio Pan-Americano de Atletismo, que fica naYORK University, na Zona Norte de Toronto.

MOVIDOS A ARROZ E FEIJÃO - Com exceção das maratonistas e dos marchadores de 20 km, todos os outros atletas da equipe de Atletismo estão ou ficarão hospedados nos alojamentos da York University. Apesar de longe do clima de confraternização com representantes de outras modalidades e mesmo de outros países, como acontece na Vila Pan-Americana, eles têm muitas outras vantagens nestes Jogos de Toronto.

Além de alojamentos confortáveis, usados normalmente por estudantes, eles contam com comida brasileira. Arroz, feijão, carnes, massas, saladas e, até, farofa. "Na hora de comer parece que estamos em nosso país", disse a velocista Vanusa dos Santos, integrante da equipe do revezamento 4x100 m. "Não vamos ter nenhuma dificuldade com a alimentação", completou.

Outra grande vantagem é estar ao lado do local de competição. Dos alojamentos à pista de aquecimento, onde treinam, são apenas 5 minutos de caminhada, mesma distância para o Estádio Pan-Americano. 

Além disso, contam com completa infraestrutura de musculação, fisioterapia, massagem e apoio proporcionado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB).

"O local é perfeito. Não temos nada com o que se preocupar, além dos treinos e dos preparativos finais para a competição. Até duas piscinas para gelo estão à disposição para o trabalho de recuperação dos atletas", observou o técnico Carlos Alberto Cavalheiro.