Ouro nos 1.500m em Londres 2012 é suspensa por doping e perde medalha

17/08/2015 18:14

Atleta turca Asli Alptekin pega 8 anos de pena pela IAAF por manipulação sanguínea.

A campeã olímpica Asli Cakir Alptekin, vencedora na prova de 1.500m em Londres 2012, foi condenada, nesta segunda-feira pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) por doping sanguíneo. A atleta foi suspensa por oito anos do esporte, além de ter perdido sua medalha olímpica e o título europeu, ambos em 2012. A pena foi anunciada pelo Tribunal Arbitral de Esportes (CAS), às vésperas do Campeonato Mundial de Atletismo, em Pequim. A medalha de ouro ficará com Gamze Bulut, também da Turquia.

Asli Alptekin teve todos os seus resultados a partir de 29 de julho de 2010 desconsiderados pela IAAF. Segundo a CAS, a atleta turca teria feito manipulação de sangue consentida entre 29 de julho de 2010 e 17 de outubro de 2012. Ela vinha sendo investigada com base em níveis sanguíneos anormais em seu passaporte biológico e tinha sido suspensa preventivamente em janeiro de 2013,juntamente com outros atletas de seu país. 

A pena de oito anos é o máximo que pode ser aplicado pela IAAF, já que ela falhou em testes pela segunda vez. Anteriormente, Alptekin já havia sido suspensa por dois anos por um teste positivo porESTEROIDE anabolizante no Campeonato Mundial Junior, em 2004.  Além disso, a atleta precisará devolver os prêmios em dinheiro recebidos durante o período em que esteve dopada. Isso inclui um prêmio de US$10 mil dado pela IAAF por ter sido bronze no Mundial Indoor de 2012.

Na última semana, a IAAF foi envolvida em um escândalo, de que estaria encobertando centenas de caso de doping. Na ultima terça-feira, a entidade anunciou a descoberta de 32 casos adversos de testes nos Mundiais de Helsinque 2005 e Osaka 2007. Isso foi possível pelo uso de tecnologias mais modernas, que comprometeram 28 competidores.

Entenda o caso envolvendo a IAAF

Documentos publicados na madrugada no dia 9 de agosto peloJORNAL inglês “Sunday Times” e pela emissora alemã “ARD/WRD” apontaram suspeitas de que a IAAF estaria encobrindo centenas de casos de doping. As publicações tiveram acesso a 12 mil exames de sangue de cinco mil atletas e revelam o "alcance de trapacear" por parte dos mesmos nos principais eventos do esporte pelo mundo.

O que mais chama a atenção é um terço das medalhas (146, sendo 55 de ouro) de eventos, como Mundiais e Olimpíadas, entre 2001 e 2012, parou no peito de competidores com testes suspeitos. Dez dessas 146 medalhas foram distribuídas nos Jogos de Londres, em 2012. A Rússia teria o recorde nessa nada honrosa lista, com 80% de seus medalhistas em condições suspeitas. Nenhum atleta teve seu nome divulgado e nem resultado contestado.