Stefano Baldini traça meta da Itália para 2016 e elogia Vanderlei Cordeiro

17/08/2015 18:15

Medalhista de ouro na maratona dos Jogos de Atenas 2004, ex-atleta integra projeto
com promessas da modalidade e participa de projeto olímpico italiano para o Rio.

O italiano Stefano Baldini é medalhista de ouro na maratona dos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, mas dificilmente algum dia será tão lembrado como o terceiro colocado daquela prova, o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, que na ocasião foi atacado por um pastor irlandês e perdeu a liderança mais tarde para Baldini. No Rio de Janeiro como parte integrante do Comitê Olímpico Nacional Italiano, o ex-maratonista não esconde a satisfação de estar no país de Vanderlei, mas ressaltando que não teria como perder aquela disputa.

- Se você fosse um homem que vem do atletismo, você veria que meu sprint foi muito forte nos últimos 10km, 28m30 nos últimos dez quilômetros, menos de 14 minutos nos últimos cinco, então seria impossível para ele me vencer, mas de qualquer forma, ele é um grande campeão e o respeito demais. E depois de 11 anos posso estar aqui e dizer que o Vanderlei é o medalhista de bronze mais famoso de toda a história dos Jogos Olímpicos (risos) - afirmou.

Baldini se disse chocado depois da prova ao assistir as imagens do incidente com o brasileiro. O italiano elogiou Vanderlei pela postura na prova depois de tudo o que aconteceu.

- Quando penso na competição, me lembro somente dos meus 42km porque não vi o incidente do Vanderlei. Vi apenas duas horas depois, pela televisão. Foi um choque para mim, claro. Vanderlei era muito forte e um campeão por ter reagido daquela forma ao incidente. Portanto, parabéns para ele.

Aos 44 anos e agora no Comitê Italiano, Baldini coordena um projeto com jovens promessas do atletismo, mas também está envolvido no projeto olímpico do país para os Jogos do Rio, em que a Itália espera permanecer entre as dez melhores equipes no quadro de medalhas.

Será difícil porque as competições são muito duras, muitas novas nações estão competindo no nível mais alto, vai ser mais difícil no futuro para permanecer entre os dez primeiros. Estamos mudando nossas medalhas de modalidades típicas como atletismo e esgrima para outros esportes como ciclismo, tiro e tiro com arco, mas esperamos algo em torno de 25 medalhas, o mesmo de Londres, em 2012.

Quanto ao atletismo especificamente, Baldini acredita que uma cultura diferente do esporte entre continentes tem determinado o domínio de africanos nas maratonas olímpicas na última década. Além disso, ressalta a grande quantidade de corredores na África.

- Primeiro eles são muitos, claro. Então, podem ter essa transição de gerações. Os europeus não gostam de correr as provas de longa distância, talvez eles tenham mais motivação para saltar porque é mais motivador fazer algo mais técnico - concluiu.