Terezinha Guilhermina celebra títulos e diploma, mas lamenta perda do pai

22/12/2013 20:09

Cega mais rápida do mundo conquista três ouros no Mundial de Atletismo, conclui faculdade de psicologia após nove anos, mas perde o pai Pedro Guilhermino

Um ano de conquistas, mas de uma perda irreparável. Assim é possível resumir o 2013 de Terezinha Guilhermina, a mais rápida do mundo entre as deficientes visuais. Em julho, no Mundial de Atletismo Paralímpico de Lyon, na França, foram três medalhas de ouro na categoria T11 –100m, 200m e 400m - após seu guia Guilherme Santana se recuperar de uma grave contusão. Em dezembro, após nove anos, finalmente concluiu a faculdade de psicologia. Entre as grandes conquistas, a veio a perda do pai, Pedro Guilhermino, aos 78 anos, em decorrência de um AVC.

- Esse foi o ano mais triste da minha vida – resume a mineira.Terezinha perdeu a mãe aos 10 anos. Muito ligada ao pai, dedicou a ele sua primeira medalha de ouro paralímpica, em Pequim 2008. Quando voltou ao Brasil, comprou um terreno em Betim, zona metropolitana de Belo Horizonte, onde construiu quatro casas para ele e os irmãos mais necessitados. O ex-faxineiro ainda pediu e ganhou um espaço para criar galinhas e passarinhos. Condições bem melhores do que quatro anos antes, quando Terezinha chegou em casa à noite com a medalha de bronze nos Jogos de Atenas 2004 e seu Pedro teve que usar uma vela para ver o prêmio. Certamente o diploma também será dedicado a ele. A festa em Maringá, onde mora, será grande:- Vai ter fogos de artifício na minha formatura –promete.

O que Terezinha não promete é parar tão cedo. Aos 37 anos, ela segue imbatível em sua categoria. Costuma dizer que ela é sua maior adversária. Os Jogos do Rio serão a sua despedida?

- Enquanto estiver correndo bem, batendo recordes, vou continuar. Quem sabe não disputo os Jogos de 2020 também?

Melhor não duvidar.