Ultramaratonista corre 176 km e raspa cabeça em prol de instituto de câncer

30/12/2014 13:04

Cristiano Oliveira fez o percurso de Recife à Cupira, no Agreste de Pernambuco, com o objetivo de arrecadar donativos para o Instituto do Câncer Infantil do Agreste, ICIA.

 
Acostumado a bater recordes e sempre em busca de superar seus limites, o ultramaratonista Cristiano Oliveira, detentor do recorde do Ranking Brasil - por percorrer 480 quilômetros de Natal-RN à Cupira-PE, em cinco dias, intitulado de maior percurso em menor tempo de 2011 -, resolveu usar seu talento para uma ação solidáriaEm parceira com o Instituto do Câncer Infantil do Agreste (ICIA) e com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, o atleta de 38 anos voltou a tentar quebrar seu próprio recorde de 20 horas e 48 minutos, em um percurso de 176 quilômetros, que vai do Marco Zero do Recife até o Centro de CupiraA iniciativa do corredor tem o objetivo de ajudar o ICIA com doações arrecadadas pelas nove cidades que o ultramaratonista passa, onde ele vende kits preparados pelos patrocinadores, para juntar fundos para a instituição. Além de fazer o bem e divulgar a marca do instituto, Cristiano também aproveita para treinar.Esse desafio que já fiz duas vezes, não só ajuda o ICIA, mas também me ajuda na preparação para a Copa do Mundo, que será em abril de 2015, na cidade de Turim, na Itália. Onde cada país participante mandará seis representantes e eu fui um dos escolhidos para representar o Brasil - disse Cristiano.O então recorde de 20 horas e 48 minutos, neste percurso de Recife à Cupira, surgiu de uma aposta, onde um amigo do atleta o desafiou a praticar este feito, alegando que ele não conseguiria.  Meu amigo quis apostar comigo e acabou dando certo para mim. Na verdade foram duas apostas nas duas vezes que fiz esse trajeto de 176 quilômetros. A primeira vez meu amigo disse que nenhum ser humano era capaz de fazer isso e acabou perdendo uma moto e três mil reais para mim, em 2009, quando consegui o tempo de 25 horas e 25 minutos. Já na segunda vez fui desafiado por outro atleta, no ano de 2012. Na ocasião ganhei um carro dele e ainda consegui bater meu recorde que sustento até hoje. O fato curioso foi que ele não conseguiu completar a maratona, pois desmaiou uma cidade antes.

Apesar da tentativa com o desafio solidário, o ultramaratonista não conseguiu superar o atual tempo, ultrapassando 21 horas.