Velocista diz que atletas precisam suportar pressão nas Olimpíadas

05/08/2014 22:28

Ana Cláudia lembra que é preciso ter estrutura para estar numa grande competição. Integrantes do revezamento se estranharam no último Mundial.

o Mundial de Atletismo em Moscou, no ano passado, quando o bastão caiu e a medalha de prata escapou pelos dedos, a expectativa volta a ser grande por um bom resultado da equipe nos Jogos Olímpicos do Rio, daqui a exatos dois anos. Ana Cláudia Lemos, com duas Olimpíadas na bagagem, lembra que é importante não só estar bem treinada, mas suportar a pressão de uma grande competição (assista ao vídeo).

- O ranking do revezamento são seis atletas, e dessas seis pode correr qualquer uma, mas quem tiver melhor no treinamento, quem errar menos, quem tiver melhor percepção dos erros que podem acontecer. E você tem que saber se comportar dentro da competição, da pressão, porque treino é treino e competição é competição. Muitas vezes se está bem treinada, mas dentro da competição não tem estrutura - avisou.Na Rússia, o Brasil estava em segundo lugar quando deixou o bastão cair na passagem de Franciela Krasucki para Vanda Gomes, que ao fim da prova fez um desabafo e reclamou da preparação. As demais integrantes da equipe rebateram a companheira e expuseram um problema de relacionamento entre elas. Ana Cláudia explica como se dá a escolha da equipe.

- A seletiva é feita no ano das Olimpíadas. São três (classificadas) por provas. Tem um índice que é estabelecido pela confederação nacional e pela internacional, e a gente sabe que é possível chegar entre as três e também é possível chegar numa final - avaliou, já citando o objetivo para os Jogos do Rio.

Ana Cláudia Lemos voltou às competições no início desse mês, no Campeonato Ibero-Americano, em São Paulo, depois de uma lesão no pé direito que sofreu em fevereiro, durante uma sessão de treinos nos Estados Unidos. A velocista faturou a medalha de ouro nos 100m, com um tempo de 11s13, novo recorde da competição. Ela destacou a importância dos treinos.

- Procuro focar no treinamento, nas metas do treinamento para chegar às Olimpíadas, e aí você começa a pensar numa final individual. E a rivalidade entre as competidoras vai ter sempre, você vai querer ser melhor sempre. Isso vai ser bom para que a prova cresça, que tenha um nível maior. Mas a gente não pode começa r apensar tudo de uma vez, pensar nas rivais brasileiras, nas estrangeiras, se vai chegar na final, como vai ser o treino. Então primeiro é focar no treino e deixar as coisas acontecerem. Se você conseguir fazer um bom treinamento, as coisas começam a acontecer e as metas a serem atingidas - concluiu.