Visando índice olímpico, Jailma Sales treina na PB para os Jogos Militares

20/08/2015 17:51

Atleta precisar alcançar o tempo de 56 segundos e 20 centésimos nos 400 metros com barreiras e 52 segundos nos 400 metros rasos para carimbar a vaga de vez.


A menos de um ano para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, Jailma Sales não pensa em outra coisa. Por isso, a atleta recordista sul-americana nos 400 metros com barreiras, voltou do Pan-Americano, tirou apenas uma semana para descansar e já começou a treinar visando os Jogos Mundiais Militares, que vão acontecer em outubro, na Coreia do Sul. Ela espera atingir o índice olímpico e garantir de vez a vaga para os Jogos de 2016.

Depois que eu voltei do Pan-Americano, eu fiquei apenas uma semana parada. Mas cheguei aqui em João Pessoa e estou dando continuidade aos treinos. O objetivo é chegar bem e trazer uma medalha - contou Jailma.

A paraibana está praticamente garantida nas Olimpíadas de 2016 no revezamento 4 por 400 metros. Para isso, ela precisa permanecer na seleção brasileira que vai disputar a prova. Basta continuar entre as seis melhores atletas do Brasil nos 400 metros. 

Nas provas individuais, Jailma vai tentar o índice nos 400 metros com barreiras e precisa obter o tempo de 56 segundos e 20 centésimos. Já nos 400 metros rasos, ela busca fazer o tempo de 52 segundos. E a chance para obter as marcas vai ser em outubro, nos Jogos Militares, já que a atleta não foi convocada para o Mundial de Atletismo, que será realizado em Pequim, na China, entre os dias 22 e 30 deste mês.

- Quanto melhor o índice deste ano, mais tranquilo será 2016. Assim posso me dedicar aos treinos para as Olimpíadas. Então, se for o caso de conseguir fazer neste ano, será bem-vindo. Se não, é continuar treinando até a última chance - afirmou.

E caso consiga a vaga, esta será a terceira olimpíada de Jailma, que disputou os jogos de Pequim e Londres. Entretanto, ela nunca conquistou medalhas. Só que desta vez, ela não quer ir para uma olimpíada só pela experiência, mas sim para representar bem o país. E segundo disse, se vier uma medalha, vai ser um bom reconhecimento.

E para tentar fazer bonito e alcançar esta meta, ela conta com a ajuda do primeiro técnico que teve na carreira: Pedro Almeida.

- Estamos aqui para ajudá-la. É ótimo que Jucilene e outros atletas da nossa terra voltem aqui para tomar da água com a gente e ao mesmo tempo incentivar os mais novos que estão surgindo - disse o treinador.