Comitê Olímpico Internacional estende sanções à Rússia até segunda ordem

09/12/2016 21:16

Às vésperas da divulgação da segunda parte do Relatório McLaren, COI mantém medidas de punição para a Rússia, que pode ficar fora da Olimpíada de.

 

O Conselho Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI) se reuniu nesta quarta-feira na sede da entidade, em Lausanne, na Suíça. Em pauta estava o destino do esporte olímpico da Rússia às vésperas da divulgação da segunda parte do Relatório McLaren - a comissão independe de investigação da Agência Mundial Antidoping (Wada) vai revelar nesta sexta novas descobertas sobre o escândalo de doping institucional russo. O COI se antecipou às revelações do investigador Richard McLaren e estendeu até segunda ordem as sanções impostas à Russia no dia 19 de julho.

- As provas fornecidas pelo professor McLaren em sua investigação precisam ser avaliadas, e os envolvidos precisam ter o direito de serem escutados. Isso inclui atletas, o Ministério dos Esportes da Rússia e outras pessoas e organizações - afirmou o COI, em comunicado.Com a decisão desta quarta, assim como na Olimpíada do Rio de Janeiro, cada atleta russo terá de provar que estão livres de substâncias proibidas para disputar os Jogos de Inverno de Pyeongchang, em 2018. Cada federação internacional deverá entregar uma lista de atletas aptos aos Jogos na sua modalidade. No Rio, 271 russos foram liberados de um total de 389 inicialmente inscritos.

Caso as sanções sejam mantidas até a Olimpíada de Tóquio, em 2020, os russos passarão pelo mesmo procedimento para competir no Japão. O atletismo do país, porém, pode ficar fora dos Jogos novamente. Na semana passada, a Federação Internacional de Atletismo (IAAF) manteve a suspensão da Federação Russa de Atletismo (ARAF) de todas as provas internacionais.

O COI também reforçou nesta quarta o pedido às federações internacionais para congelarem a realização de competições internacionais na Rússia. Uma comissão do COI investiga as denúncias de manipulação dos exames antidoping dos Jogos de Inverno de Sochi, em 2014.A Agência Antidoping da Rússia (Rusada) também agiu nesta quarta-feira para recuperar seu prestígio depois do escândalo de doping do país. Yelena Isinbaeyava foi apontada como a chefe de uma comissão de 10 pessoas que supervisionará a Rusada. A atleta de 34 anos, bicampeã olímpico e tri mundial do salto com vara, se aposentou em agosto depois de ser impedida de participar da Olimpíada do Rio. Agora ela se torna o nome forte da Rússia na luta para voltar ao cenário olímpico.

- Estamos cientes de que a luta contra o doping é a questão principal hoje, e a eficácia com que essa luta será conduzida na Rússia depende de quando a Rusada recuperar a conformidade (com os códigos da Wada). É o que vemos como nossa principal tarefa, e vamos colocar o máximo esforço nisso - disse Isinbayeva, que nunca foi acusada de usar substâncias proibidas.

A ex-saltadora vai comandar uma comissão com dirigentes esportivos, acadêmicos e oficiais do Ministério dos Esportes da Rússia. Desde novembro de 2015 a Rusada está suspensa pela Wada, acusada de encobrir casos de doping.

Isinbayeva está concorrendo à presidência da Federação de Atletismo da Rússia (ARAF) e foi eleita em agosto para a Comissão de Atletas do COI. Apesar do papel de embaixadora da Rússia, a ex-saltadora pode gerar atrito com o COI e a Wada. Ela fez duras críticas a essas entidades, bem como à IAAF, por causa da suspensão do atletismo russo nos Jogos do Rio. Pediu inclusive o banimento da delatora Yulia Stepanova.

 


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