Esperança construída: receita de Fah Fonseca para vencer na Paralimpíada

26/12/2016 11:16

Paratleta cearense rememora Olimpíada, em que acredita ter recebido mais do que pediu. Objetivo para 2020 é ficar mais perto de casa e ter mais suporte psicológico.

 
Esperança é uma construção de sete anos para Fah Fonseca. A cearense, que representou o estado na Paralimpíada do Rio, acredita que recebeu muito mais do que pediu em 2016. É é grata por tudo. Para o próximo ciclo rumo aos Jogos Paralímpicos em 2020, Maria de Fátima Fonseca quer se preparar mais perto de casa, da família e dos amigos. Um apoio essencial na luta por medalha nas provas do atletismo. 

- Esperança é fazer o que fiz nesses sete anos, deixado minha casa, minha família, meus amigos para conseguir tudo o que eu consegui esse ano. Mesmo sem medalha, só de ter ido para a final (nos 5000m), foi um sonho. Deus me deu mais do que eu pedi. Eu pedi pista, mas ele me deu maratona junto. A esperança foi ter conseguido tudo isso - afirma. Fah Fonseca ficou em 9º na final dos 5000m e fez a melhor marca pessoal na Rio 2016. A cearense já havia disputado os 1500m, mas não conseguiu vaga na decisão. Mesmo assim, também registrou o seu melhor tempo na carreira. A paratleta correu ainda a maratona, mas ainda sentiu hipertemia e não conseguiu terminar a T54. Ela passou mal depois dos 10km, quando estava em 12º lugar, com 23min19s. Fah tem consciência de que, para representar o estado no Rio, enfrentou limitações principalmente de ordem psicológica. E é isso que quer trabalhar para 2020.


- Não foi fácil, não está sendo fácil. Principalmente psicologicamente. Comecei o ano com uma lesão no punho. Achava que não competiria. Mas me recuperei. Espero que 2017 seja tão intenso como esse ano. Acho que eu não consigo nem pedir nada depois do que eu consegui esse ano. Agora, quero ir a Portugal, Fátima, depois de 2016. O meu nome veio dela. Minha mãe se apegou à Nossa Senhora de Fátima – explica. 

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Neste Natal, Fah vem treinando em Fortaleza. Uma das casas que a recebeu foi a Universidade de Fortaleza (Unifor), o que para ela permite juntar o útil ao agradável. Além de manter o condicionamento e o foco, fica perto do aconchego da terra natal. Para 2020, de olho nas próximas Paralimpíadas, ela deseja ter espaço de treino também no Centro de Formação Olímpica (CFO). Para seguir em frente, ela carrega as marcas do que viveu no Rio em 2016 e projeta o que ainda pode fazer a mais na carreira. 

- Teve o lado bom, fiquei muito mais marcada. A abertura... Vou ficar velha e eu nunca vou esquecer a abertura da Olimpíada do Rio, a sensação de ter participado da abertura. Em 2020 também, quero muito ir. Eu queria até poder fazer o que eu não fiz para 2016, que é me preparar aqui (em Fortaleza) – completa. 

A intenção é renascer de uma outra forma, ao lado de quem ama.
- Não queria deixar o meu estado, minha família, para 2020 queria preparar aqui. Iria ser melhor para minha auto-estima, psicológico. Não ter de fazer o sacrifício e o esforço desse ano. Isso me matou um pouco, de não conseguir fazer isso na minha cidade enquanto outros conseguiram - sonha Fah.

 


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